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Khronos integra Gaussian Splatting ao padrão 3D glTF

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O Khronos Group, responsável por padrões gráficos como OpenGL, Vulkan, WebGL, OpenXR e o formato glTF, anunciou um avanço importante na evolução do 3D fotorrealista: a proposta de uma extensão candidata para integrar Gaussian Splatting ao glTF, o formato 3D mais amplamente adotado na web.

O Gaussian Splatting vem ganhando destaque por permitir a captura rápida e fotorrealista de objetos e ambientes em 3D usando dispositivos comuns, como smartphones, tornando experiências em VR, AR e XR mais acessíveis e realistas. Ao padronizar essa tecnologia dentro do glTF, a Khronos busca facilitar o compartilhamento, reduzir fragmentação e acelerar a adoção em massa do 3D interativo, criando uma base sólida para o futuro da mídia tridimensional na web, em jogos e em aplicações imersivas.

Por que o glTF é essencial para o 3D moderno?

Lançado em 2015, o glTF (Graphics Language Transmission Format) é frequentemente chamado de o “JPEG do 3D”, pois permite transmitir e carregar modelos 3D de forma rápida, eficiente e universal. Ele garante que ativos 3D possam ser visualizados de maneira consistente em qualquer plataforma, engine ou navegador.

Ao integrar o Gaussian Splatting ao glTF, a Khronos cria um padrão aberto para compartilhar modelos 3D fotorrealistas, eliminando um dos principais gargalos da tecnologia: a distribuição eficiente dos arquivos.

O que é Gaussian Splatting?

Diferente da modelagem 3D tradicional baseada em malhas poligonais, o Gaussian Splatting representa cenas como uma nuvem densa de pontos volumétricos, definidos por:

Posição

Escala

Rotação

Cor

Opacidade

Isso permite capturar detalhes complexos como cabelo, fumaça, reflexos e refrações, com realismo superior ao de técnicas baseadas em triângulos.

Impacto para XR, VR e redes sociais 3D

Segundo Neil Trevett (Khronos), essa tecnologia pode permitir que usuários capturem cenas 3D com smartphones e compartilhem modelos interativos da mesma forma que hoje compartilham fotos ou vídeos em redes sociais.

A extensão já conta com contribuições de empresas como Nvidia, Autodesk, Huawei, Niantic Spatial e Bentley Systems.

Próximos passos

A extensão está em fase candidata, com ratificação prevista para o 2º trimestre de 2026. Ainda há desafios, como compressão eficiente para dispositivos móveis, mas a especificação foi projetada para evoluir com o avanço da tecnologia.

Embora promissor, o Gaussian Splatting ainda enfrenta desafios técnicos, como compressão, desempenho em mobile e padronização de pipelines, além da necessidade de adoção ampla por engines e plataformas para evitar fragmentação no ecossistema 3D.

O Gaussian Splatting pode redefinir o futuro do 3D na web? Acompanhe as próximas atualizações do glTF e da Khronos.

O 3D fotorrealista pode se tornar tão fácil de compartilhar quanto fotos e vídeos?

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