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Virtuix estreia na Nasdaq e testa apetite por XR

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A Virtuix, fabricante das esteiras multidirecionais Omni para realidade virtual, iniciou sua negociação na Nasdaq Global Market sob o código VTIX, marcando uma rara estreia pública para uma empresa focada em hardware de realidade virtual. A abertura de capital acontece em um momento delicado para o setor de XR, com cortes de investimentos e demissões em grandes players como a Meta. Ainda assim, a Virtuix representa um caso singular: após mais de uma década desenvolvendo soluções para um dos maiores desafios da VR — a locomoção natural em ambientes virtuais —, a empresa aposta no crescimento do mercado consumidor e corporativo. Fundada em 2013 por Jan Goetgeluk, a Virtuix evoluiu de um projeto financiado no Kickstarter para um negócio com milhões em vendas, centenas de parceiros e aplicações que vão do entretenimento doméstico ao treinamento militar. Agora, o desempenho de suas ações pode servir como um termômetro para o interesse de Wall Street em XR.

Da Kickstarter à Nasdaq

A Virtuix ganhou notoriedade em 2013 com uma campanha no Kickstarter que arrecadou US$ 1,1 milhão, seguida por exposição no Shark Tank e investimentos de nomes como Mark Cuban. Ao longo dos anos, a empresa levantou cerca de US$ 50 milhões e hoje conta com mais de 10.000 investidores individuais.

Mudança de foco: de atrações para consumidores

Inicialmente focada em atrações baseadas em localização, como o Omni Arena instalado em cerca de 80 locais nos EUA, a empresa agora aposta no mercado doméstico com o Omni One.
O produto custa US$ 3.495 com headset Pico ou US$ 2.095 na versão para PC, oferecendo acesso a 60+ títulos licenciados e compatibilidade com SteamVR.

Crescimento e produção

A Virtuix registrou crescimento de receita de 138% no semestre encerrado em setembro de 2025.
Já vendeu mais de US$ 20 milhões em hardware e entregou cerca de 2.000 unidades do Omni One, com capacidade produtiva de até 3.000 unidades por mês, mirando um potencial de US$ 100 milhões anuais.

Expansão para defesa e IA

A empresa também está explorando treinamento corporativo e militar, integrando sua tecnologia a ambientes 3D fotorrealistas gerados por IA, incluindo testes na Força Aérea dos EUA.

A abertura de capital ocorre em um momento de desaceleração nos investimentos em XR, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo de negócios. Além disso, o alto preço do Omni One pode limitar a adoção no mercado consumidor.

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A locomoção física é o próximo grande passo para tornar a realidade virtual realmente imersiva?

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